Como escolher o destino das férias?

Finalmente as férias, momento tão esperado para descanso, logo se pensa em viagem, mas com criança junto fica a dúvida se vamos nos divertir ou ir à exaustão. Mas calma, cada fase dos pequenos tem um lugar certo para toda família aproveitar.

Para crianças menores de 4 anos acho que as melhores viagens são aquelas que nos fixamos em um único lugar, de preferência que tenha todas as refeições, e essas sejam saudáveis e não muito diferente do que estão acostumados. Nessa fase eles não comem de tudo ainda, não são abertos à novidades, por isso manter o mesmo padrão cultural na alimentação reduz o stress.

Um bom parque, piscina e várias atividades voltadas ao público infantil também ajudam. Por isso os resorts e hotéis fazendas são pra mim as melhores opções.

Locais que não exijam voos tão longos ou horas e horas de carro também ajudam o descanso, afinal os papais estão de férias e merecem na medida do possível um descanso, ter tudo a mão e gastar energia somente na diversão com os filhotes. Uma virada de noite dentro do avião vai deixar o dia seguinte bem chato. Se o período que irá ficar viajando for mais de uma semana aí até vale pensar no assunto, se não é só canseira.

Viagens de carro com bebês precisam ser muito pensadas, pois a segurança deles é primordial e dificilmente um bebê aguenta ficar horas numa cadeirinha viajando, precisam de colo e peito. Eu demorei a viajar de carro com o Bento, e até hoje escolho viajar na hora do sono dele da tarde e no máximo 3 horas de distância, é o limite máximo de sossego.

Os hotéis fazenda são ótimos porque a natureza dá um show a parte, vê nossos pequenos em contato com bichinhos, mato e ar puro é recompensador.

O resorts possuem uma mega infraestrutura, se for de praia tem diversão garantida por algumas horas, e o melhor as crianças ficam exaustas e famintas, comem e dormem muito bem. Há os resorts sem praia mas com muita piscina, o que também causa o mesmo efeito.

Normalmente esses lugares são cheios de famílias exatamente como a sua, logo todos se entendem e ninguém te olha de cara feia nas situações de birras, bagunça etc.

Crianças gostam de brincar, está com sua família e principalmente de sentir a felicidade e harmonia entre todos, por isso o destino mais que perfeito não precisa necessariamente ter tanto luxo, o restaurante pode ser simples, como comidinha de criança é, os quartos precisam ser limpos e dentro do possível seguros, as brincadeiras podem ser ao ar livre sem tantos recursos de um resort, afinal a mãe natureza é perfeita e nos deu muitas opções.

Escolher o lugar certo para toda família deixará lindas lembranças de férias . Quem não tem uma viagem inesquecível de infância na memória?

Tivoli Ecoresort – Praia do Forte – Bahia

Fomos para o Tivoli quando Bento tinha 6 meses, era muito pequenino, estava nos primeiros dias de introdução alimentar. Viajar na introdução alimentar é sinônimo de fracasso total! Eu tentei, mas só obtive sucesso depois do retorno ao lar.

O Tivoli se localiza na Praia do Forte na Bahia, para chegarmos lá fomos de avião até Salvador e depois pegamos um carro para o resort, eles fornecem serviço de transfer para levar e buscar do aeroporto pago a parte. A distância é pequena, cerca de 1 hora. A Bahia tem a vantagem de ser um destino do Nordeste relativamente perto para quem está no Rio ou São Paulo.

Foi uma viagem em família, além do Bento meu sobrinho Thomás de 1 ano foi junto, fofura de sobra no resort.

Meu irmão escolheu o Tivoli por ser um dos hotéis mais indicados para crianças no Brasil, e realmente possui uma ótima infraestrutura para os pequenos, para os maiores sempre tem mais diversão por conta da turma da recreação, a partir dos 4 anos já podem ficar sozinhos no clubinho. O grande diferencial do Tivoli é a alimentação para os bebês, copa baby todo os resorts e hotéis possuem, mas com horário marcado, escolha do cardápio e local de entrega da papinha é muita mordomia.

O resort possui várias copas baby, todo dia você preenche uma ficha colocando todas a refeições que quer e em qual copa vai retirar, pode escolher perto da piscina, da praia ou do seu quarto, na hora e local marcado você encontra na geladeira a comida do seu bebê identificada por nome. Essas copas são super bem equipadas, para mim a mais completa até hoje e confortável foi a do Tivoli. Existe também a facilidade de ter cadeirões para alimentar por toda parte do resort, é possível alimentar seu bebê ao ar livre na beira da piscina.

Mas Bento não comia nada, comia um pouco das frutas que estavam na copa, mas a comida ele teve resistência, só queria peito e mais peito. Que fase 🙄. Mas enfim, fazia pouco mais de uma semana que ele estava conhecendo os alimentos sólidos.

Fazendo bagunça na hora do almoço! Não comia, mas a sujeira e diversão sempre foram garantidas.

O resort tem carrinhos para empréstimo, eu levei o do Bento. Tudo é muito longe lá dentro, por isso o carrinho foi muito usado, e eu ia para piscina praticamente de mudança, era bóia, brinquedos, toalha, protetor solar etc. Há um serviço de carrinho de golfe para se deslocar no resort, nunca usamos, adoro caminhar, com toda comilança é melhor aproveitar as oportunidades de um exercício físico.

Falar em comilança, vamos falar da alimentação no resort, o Tivoli oferece café da manhã e jantar inclusos na diária. O café da manhã era fantástico, muito delicioso. O jantar também era maravilhoso, mas pra mim as sobremesas eram o ponto alto! 🐜 existem durante o dia várias opções para comer cobradas a parte.

O espaço infantil é um clube cercado onde as crianças maiores podem ficar com os recreadores, tem uma piscina infantil, espaço para alimentação, parquinho e brinquedoteca. Fiquei com o Bento na brinquedoteca um pouco, mas ele era muito novinho e logo se entediou.

Brinquedoteca
Piscina do clubinho

A parte de todo resort que Bento mais curtiu e passava o dia incansavelmente era a piscina. Ele ama água, e lá a água quentinha fez ele aproveitar de montão. Tinha o colinho de todos e curtiu os dias com a família que mora longe.

Bento em uma das piscinas com a mamãe

Temos ótimas lembranças dessa viagem e recomendo o resort para todos.

Bento as 5:00 da manhã local… isso mesmo, eu abria o resort.

Até o próximo destino do Bento: Pousada do Rio Quente.

Primeiro voo

Acho importante começarmos a falar sobre o início das maioria das viagens, que é o aeroporto seguido do voo.

Bento fez seu primeiro voo com 4 meses recém completados, o motivo não foi turismo e sim uma mudança de cidade, fomos de São Paulo para Curitiba, voo bem curtinho, o mais cansativo de tudo foi o aeroporto.

Depois desse voo passamos a voar pelo menos uma vez por mês para visitar a vovó e o vovô no Rio de Janeiro ou passear. E aí fomos adquirindo muita experiência, e cada fase do Bento era uma novidade.

Antes dos 6 meses ele só mamava no peito, então eu não tinha que pensar em muita coisa além de fraldas e roupinhas. Fora isso entrava no avião e dormia no peito instantaneamente, mas isso foi mudando, e como.

Conforme foi crescendo as papinhas nos potinhos térmicos me acompanhavam, e claro junto com muita frustração, já que toda minha dedicação com comidinha ia para o lixo, Bento comia mal em casa, no aeroporto ou avião era de mal a pior. Vou falar em outro post sobre a alimentação nas viagens, as marmitas, os hotéis que dão papinha, etc

Carrinho ou canguru – Na maioria das viagens sempre levei carrinho de bebê, o do Bento é o Quinny Zapp, super prático, eu viajo quase sempre sozinha e o fato dele abrir e fechar como guarda-chuva ajuda muito. Mas é preciso despachar, eu sempre escolho levar para a porta do avião, pois posso usar durante a espera na sala de embarque, o ponto negativo é passar no raio-x, pois é preciso tirar o bebê do carrinho, fechar, abrir novamente e recolocar o bebê no carrinho, tarefa difícil se você levar muita mala, eu recomendo apenas uma mochila, nada mais. Conforme eles crescem e ficam em pé vai ficando mais fácil, e vale lembrar que todos ajudam uma mãe com bebê, de qualquer forma temos que nos preparar para fazer tudo sozinha, sem esperar a ajudinha. Já viajei com o canguru, foi super prático, mas tem que tirar o bebê do canguru para o raio-x também, e fora isso você fica sem carrinho no seu destino. Sou super adepta do carrinho.

Dentro do avião, quando ainda é um bebê de colo, gosto De sentar no corredor, meu motivo para isso é que Bento nessa fase fazia coco em todos os voos sem exceção, e minha visita ao toalete do avião era sempre certeza. Deve ser a pressurização, só pode rsrs. Enquanto ele ainda mamava no peito, sempre dava o peito na decolagem para ele relaxar e no pouso caso acordasse para não doer o ouvido. Mas ele nunca sentiu dor, mesmo com crise de rinite.

Dor de ouvido- Como ex-comissária de bordo posso dizer que doer ouvido em voos muito curtos como ponte aérea ou similares é raro. E sempre dói mais quando o voo é em direção ao mar, pois a pressão aumenta, o inverso é mais tranquilo.

Outra dica de comissária: avião não tem microondas, somente forno convencional. As vezes as mamães contam com esse recurso a bordo e se frustram.

Os voos em geral sempre foram tranquilos, destinos sempre curtos. Hoje que ele tem dois anos já mudou muito, pois está bem mais agitado, não dorme, quer brincar e gosta da janelinha. Sinto muito aos críticos das telas mas recorro aos desenhos no tablet e tudo flui bem. Ainda não fiz voos internacionais longos, faremos um em janeiro para Orlando e aí contarei a minha experiência.

Até o próximo post onde vou contar sobre o primeiro destino turístico do Bento, a Bahia! ☀️🏝

Eu e Bento em seu primeiro voo CGH-CWB

Apresentação

Meu nome é Débora, sou a mamãe do Bento (2 anos). Fui comissária por 11 anos e fazer as malas está no sangue. Parei de trabalhar mas não de viajar. Com meu pequeno estamos sempre nos aeroportos ou em viagens mais curtas de carro. Quero aqui dividir as descobertas e experiências que tive com vocês. Compartilhar o que deu certo ou não, o que vale a pena e o que é uma furada!!!